Dicas sobre temperos, com a nutri Natália de Almeida!

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Temperos naturais são uma excelente ferramenta não só para agradar ao paladar e sair do lugar comum na cozinha… Mas também podem ser um grande aliado na busca da saúde por suas propriedades! 
Tive um bate papo super legal sobre os temperos com a Nutricionista Natália de Almeida… Vem ver!

Quando se fala em alimentação saudável, uma das primeiras orientações é moderar o consumo de sal e de temperos industrializados… Esses temperos causam diversos malefícios para a saúde e o assunto é tão extenso que mereceria um post exclusivo… No entanto, eu preferi optar por um olhar mais positivo, pensando nas soluções.

Os temperos naturais, além de serem saborosos e de baixo custo (alguns podem ser plantados em vasinhos dentro de casa!) tem propriedades benéficas à saúde, como o poder antioxidante da cúrcuma (aliada à pimenta do reino); a melhora circulatória que promove o alho, entre outros exemplos.

Apesar de todo esse benefício, muitas pessoas ainda são limitadas em relação ao arsenal de temperos que utilizam na sua culinária do dia-a-dia.  Abrir a mente para novas combinações de temperos, experimentar temperos mais exóticos, tudo isso contribui para tornar a alimentação mais prazerosa, possibilitando um aumento na saciedade e até mesmo o consumo de alimentos que são geralmente vistos como “sem graça” (como os legumes, por exemplo).

Em 2013, quando eu ainda trabalhava numa unidade básica de saúde em Campinas, nós fazíamos um trabalho de grupo com idosos hipertensos e diabéticos.  As estagiárias da faculdade de Nutrição da PUC-Campinas muitas vezes participavam conosco e foi nesta época que conheci a Nutri Natália de Almeida.  Ela propôs que fizéssemos um “workshop” ensinando aos pacientes um tempero para substituir o sal (o chamado “sal verde“); este grupo foi um sucesso, virou trabalho em congresso e o post do sal verde foi o que até hoje teve mais curtidas e compartilhamentos na página do face!


Recentemente tive a oportunidade de reencontrar a Natália (CRN-SP 341991) e ela agora é nossa colaboladora aqui no blog (e já esteve presente em outros posts, como o do cálcio).  Depois de se formar, ela fez especialização em Nutrição e Metabolismo Esportivo.


Ela deu pra gente várias dicas sobre temperos naturais, que eu compartilho agora com vocês!


1. Além
do sal verde seco, que você já nos ensinou, existem outros temperos que podem
substituir o sal?

Dra. Natália: Com certeza, pois há
uma variedade enorme de ervas e temperos naturais disponíveis, algumas que
combinam mais com determinado grupo alimentar e outras mais versáteis, como o
gergelim, que vai bem com frango e em saladas frescas. Por exemplo, o alecrim casa muito bem
com carne de porco e batatas assadas; a cebolinha e salsinha, o famoso cheiro
verde, dá sabor à carne moída refogada. Já nos peixes, é legal
usar a pimenta do reino branca, enquanto o molho de tomate pede um bom
manjericão fresco, a ser adicionado no fim do preparo. Por fim, folhas de louro
dão um sabor a mais no feijão, quando ele está sendo cozinhado.
2. O
que é sal marinho? E o Sal rosa do Himalaya? Qual a diferença deles para o sal
de cozinha comum?

Dra. Natália: O sódio é o principal
componente do sal refinado, tendo, sim, papel importante no funcionamento do
nosso organismo, pois participa do processo de contração muscular e condução de
estímulos nervosos, por exemplo. O problema é quando o sal de cozinha passa a ser
usado em excesso, pior ainda quando alimentos industrializados são
contabilizados ao fim do dia (miojo, pipoca de micro-ondas, salgadinhos de
pacote, presunto, mortadela, salame, bolachas, caldos em tabletes, o “tempero
pronto do amor” etc), extrapolando a quantidade máxima total recomendada pela
Diretriz Brasileira de Hipertensão (2010), que é de 2000mg de sódio/dia
(equivalente a 5g de sal de cozinha/dia).

A versão light
substitui parte do sódio por potássio, logo, quem tem problemas renais deve
tomar cuidado com o consumo de ambos. O sal marinho é como se fosse a versão
“integral” do sal, pois nele os minerais, como iodo e magnésio, são mantidos,
já que o mesmo não é submetido ao processo de refinamento – em alguns casos,
apenas moagem. Ou seja, o sal marinho é mais rico em nutrientes, contudo é
preciso consumi-lo com moderação, pois ele também apresenta sódio.

O famoso sal do Himalaia
recebe esse nome exatamente por se originar em tal lugar. A coloração rosa se
deve a presença de cálcio, magnésio, potássio, ferro e cobre, mas a principal
vantagem dele refere-se quantidade de sódio presente: cerca de 200-250mg em 1
grama de sal (quase metade do que é encontrado no sal comum). Se o dinheiro
anda curto, melhor repensar a quantidade de sal que você utiliza para temperar
a comida, do que simplesmente apelar para o sal do Himalaia, cujo preço, esse
sim, é salgado.
3. Existem
temperos que tem propriedades antioxidantes, como a cúrcuma, que eu sempre
comento aqui no blog…Que outros temperos antioxidantes você indica pra gente?

Dra. Natália: além da cúrcuma, temos o próprio açafrão e também o cardamomo; porém não são tão fáceis de encontrar ou usar na culinária do dia-a-dia.

4. E
em relação aos temperos chamados “termogênicos”? É verdade que os temperos
naturais podem nos ajudar a emagrecer?
Dra. Natália: De forma simples e
resumida, a fim de que todos compreendam, a termogênese constitui-se na
aceleração do metabolismo e utilização da energia gerada quando um
alimento/suplemento termogênico é ingerido, aumentando o gasto calórico do
indivíduo. 

Entre as especiarias com a propriedade mencionada, tem-se:
– canela em pó
(polvilhada na banana e maçã – com a opção de esquentar a preparação);
– gengibre (chá, ralado
na salada ou preparado com suco verde);
– curry (no frango);
– pimenta vermelha (em
pratos da preferência).

Vale ressaltar que as informações entre parênteses são dicas, e não
regras. Além disso, cuidado com os chás milagrosos que prometem secar a
barriga, tirar gordura do fígado…
Para
o uso medicinal e correto das ervas, procure um especialista em
fitoterápicos!!!

5. E,
para finalizar, você poderia deixar alguma receita ou dica para os leitores do
blog?

Dra. Natália: Além do sal verde seco,
há a versão específica para peixes e legumes:

1
colher de sopa de manjericão seco
2
colheres de sopa de salsinha picada
2
folhas de louro picada
Casca
de limão ralada
Modo
de preparo: misture tudo, coloque em recipiente com tampa e conserve em
geladeira.

No leite a ser
utilizado no processo do molho branco, outra dica: tempere o leite antes. Para
400ml de leite, 1 cebola em rodelas, 2 dentes de alho cortados em 3, 1 folha de
louro grande, noz moscada e pimenta do reino a gosto. Misture tudo em uma
panela e deixe ferver, depois coe e use apenas o líquido.

Numa salada de grão de
bico, a simples combinação de limão, azeite e cebola em cubos pequenos são
capazes de reduzir a quantidade de sal empregada. E para dar cor ao sem graça
filé de frango, use colorau, ao invés de temperos prontos carregados de sódio.



Por fim, uma dica:
procure comprar temperos e ervas seca no mercadão do seu município, pois os
preços costumam ser bem mais em conta do que as de marcas disponíveis nos
supermercados. Em relação às ervas in natura, vale a pena ter alguns tipos
plantados em pequenos vasos, como a cebolinha, tomilho, alecrim e hortelã. Além
de economizar, o ambiente fica perfumado e charmoso! 





Natália, mais uma vez muito obrigada pela sua paciência e atenção!


Espero que tenham gostado das dicas!
Um forte abraço e uma ótima semana a todos!

1 Comentário

  1. Anônimo disse:

    Mt bom o texto e adorei a entrevista. Com essas dicas sobre temperos a comida fica saudável e saborosa, além de diminuir o sal.

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