ENTREVISTA: com a terapeuta sexual Flávia Mellysse!

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Saúde não se limita à ausência de doenças.  Saúde é um termo amplo que engloba todas as esferas do ser humano, desde o lado orgânico (das patologias/doenças), passando pelo lado emocional, afetivo, financeiro, familiar, cultural… E a saúde sexual é um campo importantíssimo deste conjunto e muitas vezes deixado de lado, principalmente pelas mulheres.  
Abordar este tema ainda é tabu em muitas áreas da saúde e felizmente, hoje, cada vez mais profissionais estão atentos para o cuidado das pessoas com disfunções sexuais.


A saúde sexual depende de vários fatores.  Desde o fator biológico e anatômico, passando por fatores hormonais, emocionais e até mesmo culturais.  Tanto em homens como em mulheres, existem várias situações de saúde onde a função sexual pode estar comprometida, como por exemplo: o Diabetes, a Hipertensão, as alterações de colesterol e triglicérides, as disfunções hormonais femininas (exemplo: menopausa) e masculinas (exemplo: andropausa), as disfunções de outros hormônios (como por exemplo hormônio da tireóide, alterações no cortisol etc), doenças arteriais (como as placas de gordura), alterações dos nervos (neurites e outras doenças neurológicas)…

Para se ter uma idéia do quanto a saúde sexual implica na saúde global, vários estudos tem demonstrado que a disfunção erétil no homem pode preceder o infarto agudo do miocárdio em cerca de 30 meses, podendo ser um marcador clínico de alerta para a doença cardiovascular.  O estudo foi feito em homens, porém o orgasmo feminino também depende da ereção do clitóris e provavelmente o mesmo deve ocorrer com as mulheres – no entanto, dificilmente se pergunta a uma paciente diabética ou hipertensa se ela deixou de apresentar orgasmo nos últimos meses…

E o pior ainda: muitas mulheres nesta faixa etária nem mesmo tem vida sexual ativa.  Apesar da enorme gama de patologias, a grande maioria dos problemas relacionados à função sexual tem íntima relação com fatores sociais/culturais e emocionais/psicológicos (tanto em homens como em mulheres!).

Portanto, cuidar da saúde sexual requer acima de tudo uma equipe de profissionais de várias áreas, que possam fazer um diagnóstico médico/clínico adequado e uma abordagem terapêutica das várias esferas envolvidas (medicamentos/cirurgia; fisioterapia; terapia psicológica entre outras).  

Apesar da consciência da importância da saúde sexual vir aumentando e, com a evolução cultural, o tabu para a busca deste tipo de cuidado vir diminuindo, ainda assim muitas pessoas (em especial as mulheres) negligenciam esta área da sua saúde ou mesmo desconhecem que podem buscar ajuda.

Atualmente na mídia tem se discutido bastante sobre o “Empoderamento Sexual Feminino” porém este empoderamento só é possível se a saúde sexual estiver em dia.

Por isto, decidi conversar com a terapeuta sexual Flávia Mellysse, especializada em terapia pélvica feminina e pompoarismo, para trazer para vocês um pouco mais de conhecimento desta área.  Espero que gostem da entrevista!






Perguntas:


1) O que é a fisioterapia pélvica?

Flávia: A fisioterapia
pélvica 
ou
uroginecológica é uma especialidade que atua no tratamento conservador das
disfunções urogenitais e anorretais.
2) A técnica de pompoarismo faz parte
da fisioterapia pélvica ou são coisas diferentes?

FláviaA técnica do pompoarismo (e suas vertentes) e a fisioterapia pélvica são co-relacionadas, porém
existe uma diferença grande entre uma Terapia Pélvica e um curso de pompoarismo:  o pompoarismo é uma série
de exercícios feitos pela mulher sem qualquer preparo cientifico. Já a Terapia pélvica abrange todo o MAP (Músculo do assoalho Pélvico), no qual deve ser feita primeiramente uma
avaliação pélvica global, incluindo a força da musculatura do períneo para identificar quais as necessidades da
paciente.
3) Além dessas técnicas já descritas,
existem outras técnicas que podem ser usadas para o fortalecimento da
musculatura pélvica?
Flávia: Sim, existem.  Uso como exemplo a Terapia Pélvica com uso da Gemoterapia, que também utilizo com frequência.  A Gemoterapia é a prática em que é feito o uso dos minerais na cura de
doenças relacionadas ao ventre
feminino e seu emocional.
4) Além das questões anatômicas e
hormonais, o psicológico da mulher também interfere no seu potencial de ter uma
vida sexual plena?  Como isso é
trabalhado dentro das sessões de terapia sexual?
FláviaSim… somos uma ponte que liga um centro de energia ao outro.  Na terapia pélvica também é trabalhado o diagnóstico das doenças psicossomáticas e, à partir desse diagnostico, se aplicam ou são indicadas as Terapias
Integrativas, como ‘Life Coaching’, gemoterapia, entre outras.





5) É possível tratar complicações
clínicas (como a incontinência urinária ou o ressecamento vaginal da menopausa)
com os exercícios pélvicos?

FláviaSim, é possível e os resultados são fantásticos! Orientamos as pacientes a iniciar o tratamento das complicações da menopausa
antes que a mesma inicie seu processo, para prevenção dos
sintomas como calores, ressecamento vaginal, oscilações do humor, entre outros.

Já no caso da incontinência urinaria, é possível  trabalhar a prevenção e também
a recuperação da bexiga.
6) Esse tipo de tratamento pode ser
feito por mulheres de todas as idades?

Flávia:  À partir dos 15 anos, acompanhadas pelas mães, as adolescentes já estão sendo atendidas, principalmente
para tratamento de cólicas e 
também  trabalhar a auto estima
das jovens mulheres.
7) Tem alguma dica para as leitoras do
blog fazerem em casa?
FláviaTodos os dias  podem fazer um exercício simples que ajuda muito na prevenção de várias 
complicações do MAP.  
Segue a dica:

Deitada, apoie a cabeça no chão, relaxe os ombros
e acomode bem a lombar. Com os joelhos dobrados e ligeiramente afastados, os
pés apoiados no chão com o dedão apontando para fora concentre a atenção na
região muscular anal. Contraia o ânus como se quisesse fechá-lo, com força, o
máximo que conseguir e mantenha, contando até cinco. É preciso bastante empenho
para obter resultado com esse exercício. A barriga deve estar relaxada durante
toda a série, bem como o bumbum e coxas. Pratique duas semanas, diariamente,
fazendo 50 repetições dessa série.
Querida Flávia, muito obrigada pela sua paciência e
disponibilidade! Grande abraço!

Para quem quiser conhecer melhor o trabalho da nossa terapeuta, acesse a página do projeto criado por ela, o NÚCLEO FLORESCER DE TERAPIAS FEMININAS.


Espero que tenham gostado da entrevista!
Um grande abraço a todas!

2 Comentários

  1. Anônimo disse:

    Adorei a entrevista! Vários temas que interessam a mulheres de todas as idades foram abordados e esclarecidos. Mt bom. Bjs M

  2. Anônimo disse:

    Adorei a entrevista! Vários temas que interessam a mulheres de todas as idades foram abordados e esclarecidos. Mt bom. Bjs M

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