Palestra sobre o impacto da adesão nos resultados do tratamento (e considerações livres sobre a arte de se comunicar)

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Tive a honra de participar da palestra ministrada pela Dra. Mila Pontes, Professora e Chefe do Serviço de Endocrinologia Pediátrica da PUC-Campinas, que falou sobre o impacto da (falta de) adesão ao tratamento nos pacientes com doenças crônicas, em especial os usuários de medicamentos injetáveis (como os pacientes com baixa estatura que utilizam hormônio de crescimento – GH, e os diabéticos que usam insulina.


Diversos aspectos que interferem na motivação do paciente em usar corretamente o medicamento foram abordados, como por exemplo a aceitação da doença; o entendimento do que foi transmitido pelo profissional de saúde; motivos financeiros (acesso aos medicamentos) e mesmo geográficos (como a distância entre o domicílio e o serviço de saúde)…


Mas também aspectos relacionados ao cuidado médico (como a capacidade de transmitir corretamente as informações), ao próprio medicamento (como o custo ou a ocorrência de desabastecimento e falta do mesmo no mercado), entre outros.


E o mais importante: o quanto o avanço da tecnologia (como por exemplo os novos dispositivos de injeção) podem nos ajudar a responder e superar estas questões.


Esse foi o slide que encerrou a apresentação e eu não resisti de fotografar e compartilhar com vocês.



Traz uma questão muito importante: a comunicação. Nem sempre aquilo que é entendido corresponde exatamente ao que foi dito.
Se nas relações sociais em geral isto já pode trazer grandes problemas, quando se trata de uma consulta com o objetivo de cuidado à saúde, pode ser catastrófico.
Se pararmos para pensar, no fundo no fundo, todos nós temos um filtro que faz com que, consciente ou inconscientemente, a gente “ouça” somente aquilo que a gente quer. E isso pode prejudicar muito a comunicação em todas as áreas.
É claro que nós profissionais da saúde (e de qualquer outra área) devemos ser MUITO cuidadosos ao nos comunicarmos com nossos pacientes (ou clientes, ou usuários)… E tentar o tempo todo nos certificar de que fomos corretamente compreendidos…
Mas por outro lado, nós (e eu não me excluo deste grupo) “enquanto” pacientes/clientes não deveríamos também ter um pouco de empatia e nos esforçarmos para melhorar a comunicação? Nos empoderarmos do nosso tratamento e assumir a nossa cota de responsabilidade para o sucesso do mesmo?
É verdade que durante uma consulta muitas vezes estamos com uma quantidade enorme de informação para digerir… Mas também é nosso dever perguntar, tirar dúvidas, garantir que entendemos tudo que o profissional nos falou.
Acho que esse alerta serve para nos mostrar que deveríamos estar mais abertos ao novo. A opinião do outro (especialmente se esse outro é um profissional) pode ser bem mais interessante ou resolutiva do que a nossa. Deveríamos olhar mais para o outro e nos esforçar para que o outro também esteja recebendo atenção (mesmo que o trabalho dele seja estar lá para nos ouvir).
Trabalhar em conjunto sempre vai ser melhor do que um esforço “solo”; portanto, vamos tentar nos entender e nos comunicar melhor! A união faz a força! 

Palestra interessantíssima, que nos faz repensar a nossa prática e tentar sempre estratégias que melhorem a saúde e o prognóstico dos nossos pacientes. 

Parabéns Dra. Mila pela excelente apresentação! 

Um forte abraço a todos!

2 Comentários

  1. Anônimo disse:

    Muito bom o texto. Às vezes a falta de comunicação ou ser mal entendido gera atritos e erros. Imagina na medicina! Pode trazer ou aumentar doenças… Vamos ouvir e ser ouvidos sempre. Bjs M

  2. […] Um outro ponto a ser salientado é que para que o tratamento tenha efeito satisfatório, o uso deve ser MUITO CORRETO. Omissões de dose ou outras situações que prejudiquem a adesão ao tratamento podem levar a resultados insatisfatórios e consequências adversas tanto do ponto de vista emocional quanto de custo-efetividade. (tem um post que fiz há algum tempo falando sobre o impacto da falta de adesão no resultado dos tratamentos de saúde – clique aqui). […]

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