Vivência Vegana com Alana Rox (“The Veggie Voice”)

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No último final de semana participei de uma Vivência Vegana, com a Alana Rox (muito conhecida pelo perfil do Instagram @theveggievoice).
Neste post vou contar um pouco como foi a vivência e também comentar sobre a filosofia vegana (que vai muito além da alimentação), para aqueles que ainda não conhecem.
Espero que gostem!

Antes de começar…

Antes de começar a contar da vivência, queria deixar claro algumas terminologias, pois muita gente ainda não sabe a diferença entre vegetariano e vegano.
  • Vegetariano: aquela pessoa que por algum motivo (ideológico, de saúde ou apenas por preferência) não come carne animal. Tem relação com escolhas ALIMENTARES. Algumas variações surgiram:
    • Pescovegetariano: não consome carne vermelha nem aves, mas consome peixe.
    • Ovolactovegetariano: não consome carne vermelha nem branca, mas consome ovos e leite e derivados.
    • Lactovegetariano: não consome carnes nem ovo, mas consome leite e derivados.
    • Vegetarianos estritos: não consomem nenhum alimento de origem animal (nem a carne, nem nenhum outro alimento como por exemplo: mel de abelhas, leite e derivados, etc).
  • Veganos: são vegetarianos estritos (na alimentação), mas ampliam o não-consumo de produtos de origem animal para vários outros aspectos do consumo, incluindo produtos de higiene pessoal (cosméticos), produtos de limpeza (como sabão feito de banha por exemplo), roupas e acessórios (não usam couro nem seda, por exemplo), entre outros.  É uma restrição muito mais ampla em prol da ideologia de não estimular nada cuja origem seja a exploração animal.


A vivência

Tudo começou quando uma amiga me indicou o perfil do instagram da Alana Rox. Comecei a seguir o perfil dela há mais de um ano e achei fantástico a forma como ela prepara os alimentos e tem soluções criativas e baratas, além de saudáveis, para a preparação da comida.

Há alguns meses, vi que ela (junto com a equipe da InovarTour) iria fazer uma vivência de um final de semana, trazendo para a prática tudo que eu tinha na teoria. Resolvi participar e aprender!



A vivência aconteceu no final de semana entre 14 e 16 de outubro de 2016, no Sítio Glória (um lugar mágico e paradisíaco), na Cidade de Morungaba (Interior de SP).

Um pouquinho do Sítio Glória…

Primeiro dia

No dia da chegada, fomos recebidas pela Thaís (da InovarTour) e pela Alana, tocando um violão.  No nosso quarto, um kit com produtos veganos, uma cartinha escrita à mão pela própria Alana desejando boas vindas, assim como uma carta de Tarô que ela tira para cada um de nós antes de chegarmos (depois eu soube que ela escolhe cada cama e tira cada carta pensando em cada um que chega – e sempre funciona!).

Meu kit…

A gente se reuniu na cozinha enquanto os outros vinham chegando, tomamos chá, comemos fruta do pé e conversamos sobre a carta de tarô.  Cada um contando um pouco da sua história, do caminho que os levou até a vivência, até a busca pelo veganismo. E assim começam as amizades que vão se fortalecendo ao longo do final de semana…



Quando todos chegaram, fomos jantar (e o jantar do primeiro dia foi maravilhoso:  Sopa de ervilha, “lasanha” de espinafre e abobrinha e de sobremesa, pêra com calda de cacau!

Jantar do primeiro dia!

A sala do jantar


Depois, uma roda de violão, chá e lareira para uma boa noite!



Segundo dia

O segundo dia foi mais intenso. Logo de manhã tivemos uma oficina de sucos mágicos onde a Alana ensinou pra gente a receita que energiza para que o dia seja bastante produtivo. (E sem cafeína! Eu achei que não fosse sobreviver sem café ao acordar, mas confesso que fiquei bem tranquila!).

Oficina de Suco Mágico!

Em seguida, fizemos uma prática de Yoga e depois, um super café da manhã com frutas e sementes, mel de maçã, pão sem glúten, queijo vegano e geléias de frutas, chocolate quente (feito de leite de amendoas) e o meu amado e adorado cafezinho!

Prática de Yoga com uma bela vista…

Depois tivemos um tempo livre para dar um mergulho no lago e conversarmos e nos conhecermos melhor.
O almoço deste primeiro dia teve salada verde,  bobó de banana com arroz, salada de feijão fradinho e quiabo temperado. Estava tudo maravilhoso!

Almoço (primeiro dia)


À tarde, tivemos uma oficina de cosmetologia vegana onde Alana nos ensinou a fazer uma pasta de dente e desodorante (com óleo de côco e outros ingredientes mágicos), máscara facial de argila verde e hidratante para os pés de abacate!

Oficina de Cosmetologia Vegana

À noite tivemos uma pizzada com vários “sabores”: abobrinha e tomate, shimeji, banana com calda de cacau (e para mim, fizeram uma massa especial sem trigo!). 

“Pizzada” Vegana

Tivemos sorteio de brindes e depois, fomos todos conferir a superlua ao som do violão!

(saiba mais sobre a superlua, clique aqui)

A Karina, nossa instrutora de Yoga, leu pra gente o texto explicando sobre a superlua.  Ela também cuidou de cada um de nós ao longo do dia, com uma técnica de massagem chamada Yoga Massagem Ayurvedica da Kussum Modak. Realmente, foi um dia de renovação para cada um de nós.
Roda de violão à luz da superlua!

Terceiro dia

Coffe break Urban Remedy
Neste terceiro dia, começamos com um lanchinho ao ar livre e depois a oficina de culinária da Alana. Ela nos ensinou uma receita de pão (sem glúten, low carb), torta de queijo e torta de doce de leite (todos sem glúten, sem lactose, 100% veganos)! E todos nós colocamos a mão na massa, foi demais!



Em seguida o café da manhã e uma prática de meditação na capela que fica no alto do sítio.
Fizemos o encerramento onde cada um compartilhou suas impressões sobre a vivência.




Antes do almoço, um banho de cachoeira e depois, aquele cardápio sensacional: salada verde e oshitashi de acelga, yakissoba de tofu e shimeji (com massa de trigo sarraceno) e vagem com amendoim e cenoura e inhame ao gergelim. De sobremesa, creme de abacate com gengibre e nibs de cacau.
Os itens de salada são todos plantados lá mesmo no sítio!

Almoço do último dia!


E então nos despedimos com a alegria de termos compartilhado juntos essa experiência mágica.

Meus novos amigos pra vida!


Um depoimento pessoal

Uma das coisas mais bacanas de ter participado desta vivência foi justamente a interação com as pessoas. 
Conhecer a história de vida, os anseios, as dificuldades e os sonhos de cada um. A maioria de nós que estava lá ainda não é 100% vegano e senti que todos decidiram participar com o mesmo objetivo: aprender e ensinar.



Conseguimos ver que é possível sim ter uma vida saudável e sustentável, com praticidade e sem gastar muito, sem agredir o meio ambiente, sem causar sofrimento nos animais, sem causar sofrimento no outro!
E, principalmente, com muito amor e com muito sabor! É POSSÍVEL SIM!

No meu caso, ainda estou em transição. Comecei a entrar em contato com a filosofia vegana há muitos anos. A mudança para o vegetarianismo se deu de forma lenta e natural. Comecei a receber pacientes vegetarianos e veganos e isso começou a acontecer concomitantemente ao meu aprofundamento no estudo sobre a questão médica desta escolha de vida (desde os benefícios para a saúde até a questão das carências nutricionais). Como se eu estivesse mesmo sendo preparada para isso.

Apesar de estar interada com a teoria, apesar de já ter experimentado “estar” vegana por alguns períodos, acho que me faltava um pouco da questão prática, do “como fazer”.  E isso eu consegui na vivência.  E isso me motivou bastante a seguir em frente na minha transição!

E foram tantos aprendizados preciosos que eu queria muito ir passando um pouquinho disso pra vocês. Por isso decidi compartilhar as impressões da vivência!

Por que ser vegano?

Para quem ainda não entende muito bem o porquê de decidir ser vegano, sugiro assistir este vídeo, da Alana:




Se você se identifica com a ideologia mas acha que não vai conseguir mudar tão “radicalmente”, não se preocupe.  Cada passo, cada refeição sem carne que você fizer (ainda que seja uma entre as 21 refeições da sua semana) já gera um grande impacto.  Um passo de cada vez!

Quero mudar. E agora?

Uma dica prática é começar aos poucos.  Existem hoje muitas fontes de informação, muitos livros a respeito, perfis de redes sociais, até programas de TV (a própria Alana está com um programa no GNT).
[vou fazer um post só com essas dicas, depois]

O livro da Alana!

Querer mudar é o primeiro passo (e o mais importante). Depois, aos poucos, a coisa flui naturalmente. 
Nós sabemos, no entanto, que agir diferente do senso comum dá muito trabalho, demanda atenção, dedicação e enfrentamento.  Mas a mudança não precisa ser pela dor.  

Como a própria Alana disse, cada um deve fazer o seu melhor, sem se cobrar demais. E fazendo o seu melhor, a cada dia, cada dia mais, a gente chega lá.
Pois para um mundo melhor, o AMOR é o único caminho.
Somos todos um!

Um forte abraço a todos!

1 Comentário

  1. Anônimo disse:

    Apesar de não ser vegetariana, gosto da filosofia,do modo como lidam com o meio ambiente. Adoro legumes e verduras, por isso curto as receitas criativas dos vegetarianos. Fiquei zen ao ler o post rsss… Bjs M

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