Por que a gente tem tanta pressa?
Por que a gente está sempre com pressa?
Oi, gente! Aqui é o Arthur, o profissional de marketing e o responsável por trás dos e-mails da Tribu.
De vez em quando, vou dar as caras aqui no Jornalzinho, trazendo conversas sobre o cotidiano, daquelas que fazem a gente parar um pouco, respirar fundo e pensar junto.
Como a Ju mencionou acima, para mim também foram necessários alguns burnouts e crises existenciais para eu realmente me perguntar: por que a gente está sempre com pressa?
Sério, já reparou nisso? Parece que o tempo corre mais rápido do que a gente consegue acompanhar. Eu vivo com essa sensação de estar atrasado pra algo, mesmo quando não tem nada urgente acontecendo. É como se o agora nunca fosse suficiente, porque o que vem depois parece sempre mais importante.
E, no fundo, vem aquele incômodo de estar perdendo tempo. Mas a verdade é que a pressa nem sempre ajuda. Quanto mais rápido a gente faz algo, mais chances tem de deixar passar detalhes, de perder o prazer de estar ali.
Claro, prazos são importantes. Eu mesmo funciono com eles. Mas existe uma grande diferença entre ter prazo e viver correndo. Nem tudo precisa ser feito no modo turbo. Às vezes o “bom o suficiente” já é perfeito.
Esses dias, por exemplo, fui tentar fazer um estrogonofe todo elaborado, com receita original, vodka e tudo mais. Ficou bom, mas o que realmente me traz conforto é aquele estrogonofe simples, do jeito que minha mãe, dona Vera, faz. É o gosto de casa. E percebi que o simples, feito com calma, também tem o seu valor.
A gente vive num ritmo acelerado, sempre com medo de estar ficando pra trás. Esse tal de FOMO, o medo de perder algo, faz a gente correr sem nem saber pra onde. As redes sociais reforçam isso o tempo todo. Todo mundo parece estar vivendo melhor, viajando mais, realizando mais. E aí a gente sente que precisa correr também.
Mas correr pra quê, exatamente?
Minha psicóloga me disse uma vez algo que nunca esqueci:
– “Arthur, você não está salvando vidas. É só trabalho.”
E ela tinha razão. A vida não precisa ser uma corrida o tempo todo.
Por um tempo, eu esqueci disso. Quando percebi, já tinha voltado a fumar, deixado de passar tempo com a minha esposa e com a família, e o lado bom da vida foi desaparecendo. Meu dia virou uma sequência de tarefas automáticas, um devaneio em movimento.
Mas há algum tempo percebi que, às vezes, desacelerar é o que realmente faz tudo voltar pro lugar. Diminui meus trabalhos, pedi demissão de um ambiente tóxico que me tirava a sanidade, especialmente às sextas-feiras, e passei a cuidar mais de mim. Cuidei da alimentação, abandonei de vez o cigarro, meu companheiro sombrio por anos, e aos 31, como a Ju também comentou, me sinto uma pessoa nova. Em todos os sentidos: profissional, físico e emocional.
Então, fica o convite: respira um pouco.
Nem tudo precisa ser feito agora.
Mas o que for feito com presença, esse sim, vale o tempo.
Até o próximo Jornalzinho,
Arthur
